terça-feira, 7 de agosto de 2012

Parque Natural Municipal Marapendi

Foto: Abílio Fernandes

O Parque Natural Municipal Marapendi está situado no interior da APA do Parque Municipal Ecológico de Marapendi. Estende-se pela faixa litorânea da Barra da Tijuca, entre a Avenida Sernambetiba e a Avenida das Américas, somado às áreas marginais da Lagoa de Marapendi. Foi criado em 18 de setembro de 1995, pelo Decreto nº 14.203, atualmente sob a gestão de Abílio Fernandes, entrevistado de hoje.  Tem como objetivos a preservação, proteção e recuperação dos ecossistemas existentes no local, a promoção do desenvolvimento de programas de educação ambiental e pesquisa científica e a manutenção de  espaços verdes e livres para a promoção do lazer em área urbana. 

Foto: Lívia Coelho


O que levou você a querer se tornar gestor de uma Unidade de Conservação? Como foi essa trajetória?

Abílio – “Minha vinda para o Recreio dos Bandeirantes se deu através da busca de  melhor qualidade de vida, um lugar onde eu tivesse um contato maior com a natureza. Desde então, sempre tive esta preocupação em manter este lugar do mesmo jeito que ele era quando vim morar aqui e foi quando comecei a desenvolver, ainda como surfista, um projeto de recuperação da vegetação nativa de restinga, para ajudar a evitar a erosão. Foi a partir daí e de outros projetos que passei a me envolver ainda mais com o meio ambiente do Recreio e a conhecer cada vez mais pessoas dentro da Prefeitura. Fui então convidado a ser Administrador Regional do Recreio e foi onde eu tive o conhecimento da vontade que tinham de criar um Centro de Referência Ambiental no Marapendi. Nessa época inauguramos esse Centro com um projeto chamado Alunos Guardiões da Orla, o qual visava o replantio da vegetação nativa da Praia do Recreio dos Bandeirantes com alunos através do conhecimento do ecossistema local. Foi o primeiro projeto desenvolvido nesse Centro. Depois disso fui ser gestor do parque e acho que é uma vocação minha. Eu sempre tive cuidado com o meio ambiente e sempre zelei por ele. Acho que temos que escolher fazer na vida uma coisa que façamos com amor para que possamos fazer bem feito. Eu gosto tanto do que faço que não me vejo fazendo outra coisa”.


Existem problemas no parque por influência da comunidade? Quais são?

Abílio – “Não temos problemas com a comunidade ao redor do parque no que diz respeito à invasão. O parque tem seus limites bem demarcados, é todo cercado e conta ainda com a base da patrulha ambiental. Os moradores e visitantes respeitam muito a existência do parque e preservam a natureza do entorno. Mas, estamos dentro da APA Marapendi, que é uma das áreas  mais procuradas pela especulação imobiliária. Logo temos problemas de ordem maior, como o interesse de criar um campo de golf para as Olimpíadas de 2016 dentro da APA, sendo que esta tem o seu zoneamento e precisa ser respeitado. Problemas com o  esgoto lançado na Lagoa de Marapendi pela CEDAE (que já admitiu que a elevatória construída no final da Rua Gláucio Gil, não suporta a quantidade de efluentes e quando chove libera o mesmo in natura direto para lagoa) e por condomínios que já foram notificados da necessidade de ligarem suas redes coletoras a CEDAE (e que continuam a lançar o esgoto no canal por falta de fiscalização) também fazem parte desses problemas de ordem maior."


O que o parque oferece a comunidade?

Abílio –  “Acredito que a principal contribuição do parque seja a educação ambiental. Com o Centro de Referência Ambiental as pessoas têm acesso a uma biblioteca com diversos materiais sobre meio ambiente, auditório com capacidade para até cem pessoas com data show e ar refrigerado, laboratório de ciências, entre outros. É um espaço onde são oferecidas orientações sobre a natureza e seu principal objetivo e receber as escolas da região, para que as crianças tenham este contato. Além disso, o parque conta com trilhas que podem ser realizadas a pé ou de bicicleta (guiadas ou não), parquinho para crianças e a presença de uma fauna diversificada com jacarés, bicho preguiça, micos, pássaros, cobras e etc. Estamos pensando em incentivar o turismo dentro do parque com um passeio de balsa, com guia, dentro da lagoa de Marapendi, mas ainda não temos recursos para  isso.".


O parque possui Plano de Manejo?

Abílio – “Ainda não possui mas pretendemos fazê-lo em breve. O primeiro passo que já está sendo implementado, é a escolha do Conselho Consultivo. 


Você tem alguma crítica ou alguma sugestão com relação a participação da comunidade?

Abílio – “Acho que as pessoas deveriam se preocupar mais em fazer a sua parte, ter cidadania, porque elas reclamam, mas não fazem a sua parte. Esse é o principal problema do mau cheiro causado pelo lançamento do esgoto. E tentar se engajar mais em atitudes de melhoria como foi sugerido na última reunião do Comitê de Bacias de Jacarepaguá. Além disso, foi sugerida a criação de uma força tarefa objetivando uma maior fiscalização por parte do INEA dos condomínios ainda não ligados a rede de esgoto."



Foto: Abílio Fernandes


Qual a frase ou conceito em que você baseia o seu trabalho?

Abílio – "O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito, do Albert Einstein."


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Parque Natural Municipal Bosque da Barra

Foto: Arquivo do PNM Bosque da Barra

O Bosque da Barra está localizado em uma região bastante peculiar. Diferente dos outros parques da Baixada de Jacarepaguá, ele está mais afastado da praia e mantém sua estrutura de Parque Natural em um ambiente onde há um fluxo intenso de carros e pessoas, cercado por shoppings, mercados, restaurantes e um hospital. A  responsável pela gestão desta importante unidade de conservação é a entrevistada de hoje, a gestora Eliana Zannini.


Foto: Arquivo do PNM Bosque da Barra 

"Nenhum de nós é mais importante que todos nós juntos." 
(Ray Kroc – Fundador do McDonald’s)


Qual a relação do parque com a comunidade ao seu redor?

Eliana -“O parque está situado no centro de uma região bastante conturbada e mesmo assim mantém o equilíbrio entre a vegetação, a fauna e todo o ambiente natural. É um lugar onde as pessoas vêm encontrar equilíbrio e paz. O ponto positivo de estar situado em uma região como esta é a visibilidade do trabalho realizado pelo núcleo atuante no parque, objetivando sua preservação. As pessoas não entendem muito bem o que é um parque natural, pois não estão habituadas a este tipo de conceito. Ele possui regras, limitações e certos cuidados para sua preservação. Estão acostumadas a parques urbanos e essa é a principal dificuldade que o parque enfrenta com relação a visitação. Por isso investimos bastante em orientação para os visitantes."

Como se dá a visitação ao parque? 

Eliana -“O parque chega a ter uma visitação de 3.000 pessoas durante o final de semana. Em geral são famílias que contam com sua estrutura e beleza  para realização de piqueniques e  passeios ao ar livre, onde podem ser observadas várias espécies de animais em um clima agradável proporcionado pela vegetação. Durante a semana a freqüência maior é de atletas, corredores, jogadores de futebol para realização de treinos. O parque também é muito procurado para gravações, fotos e reportagens, devido sua grande beleza cênica." 


Existe algum aspecto negativo ou que cause influência direta no parque devido a sua localização e por possuir uma grande  visitação? 

Eliana - "Um problema que existia era o abandono de animais, este só conseguiu ser controlado através de ações de educação ambiental. Quando ocorre algum episódio desse tipo, a própria pessoa é orientada a retirar o animal ou os guardas o fazem e os levam para o setor competente da Prefeitura, onde recebem cuidados. Além disso, o parque conta com o cercamento em todo seu perímetro o que diminui esse tipo de incidente.  Hoje uma coisa que faz falta é um esquema de sinalização mais adequado para que se possa oferecer maior informação às pessoas.”

Como se deu a criação do parque? 

Eliana - “Sou gestora do parque há 5 anos. O Plano-Piloto da Baixada de Jacarepaguá foi elaborado pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa no final dos anos 60. Posteriormente, o Decreto Municipal no 3.046 de 27/04/81, que disciplinou a ocupação do solo na área da ZE-5 (tendo esta Zona sido estabelecida pelo Decreto no 322, de 03/03/76), baseando-se no Plano-Piloto, determinou a área do Bosque da Barra como de preservação ambiental dos monumentos naturais tombados, visando principalmente proteger os remanescentes da vegetação de restinga, a fauna local e a paisagem natural da área. Nesse sentido, o projeto preservou quase 80% da vegetação natural da região, além de ter introduzido outras espécies não nativas. Foi nomeado parque em 1983 e Unidade de Conservação, como Parque Natural em 2003, atendendo ao SNUC de 2000.

Como é administrado atualmente? 

Eliana - "É administrado atendendo ao SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), assumindo as funções de um parque no que diz respeito a manutenção, conservação e preservação. Algumas áreas do parque foram replantadas mas a maior parte da vegetação é natural, proveniente da vegetação de restinga.  Hoje, procuramos fornecer uma gama de informações aos visitantes a fim de manter o parque conservado. Acreditamos que a educação ambiental seja o caminho para isso.”


Existe um plano de manejo?

Eliana - "Ainda não temos um plano de manejo, mas pretendemos formar um conselho gestor participativo para esta unidade, o qual dará suporte na elaboração de um plano de manejo e administração. Acredito que até o próximo ano."

Qual a contribuição do parque para essa região?

Eliana - “A principal contribuição do parque é o equilíbrio entre vegetação e temperatura o que causa a minimização dos impactos exteriores. A existência de parques naturais é muito importante por oferecer às pessoas este contato com a natureza local, a consciência de que nós não estamos sozinhos, então todos têm a co-responsabilidade, junto com o órgão que administra a unidade, de cuidar dele como cita o artigo 225 da Constituição: "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações." Eu penso que o parque natural traz equilíbrio, conforto ambiental, além da beleza cênica. Hoje não encontramos áreas como esta nessa região, somente obras e  mais obras.”

Qual o impacto negativo sobre o Parque das obras que vem sendo realizadas no seu entorno?

Eliana - "O parque sofre muito com os impactos dessas obras principalmente por conta dos impactos nos lençóis freáticos, pois se trata de uma região de restinga alagadiça e essas agressões ao solo contaminam e até desviam ou secam a água do lençol que é responsável pelo abastecimento das lagoas da região. Somente com este impacto consegue-se agredir a todos os demais sistemas."

Arquivo do PNM Bosque da Barra






sexta-feira, 27 de julho de 2012

Parque Natural Municipal da Prainha


Parque Natural Municipal da Prainha  (crédito: Divulgação)
Trilha Virtual

O Parque Municipal Ecológico da Prainha está situado entre o Recreio dos Bandeirantes e a Área de Proteção Ambiental do Grumari e se trata de uma área de 126,30ha sobre tutela da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), tendo como gestora a nossa entrevistada de hoje,  Rosana Junqueira.

"O parque possui dificuldades de acesso por transporte público, sendo possível somente por carro particular, a pé em uma caminhada de mais ou menos 40 minutos ou de bicicleta (já está prevista a construção de uma ciclovia que facilitará o acesso de pedestres e ciclistas com maior segurança). Por outro lado, também por estas dificuldades o lugar conseguiu se manter mais preservado, sendo este um aspecto positivo desta localização." 


Quais são os principais problemas enfrentados pelo parque no que diz respeito à pressão antrópica?

Rosana Junqueira - “Existe uma pressão forte da especulação imobiliária por se tratar de um lugar que possui todo esse apelo natural, mas toda área do parque pertence à Prefeitura e ele está bem protegido quanto à legislação. No entorno existe uma APA e esta sim pode ser ameaçada. Para tentar conter essa pressão foi posta uma placa orientando quanto às sanções impostas ao desrespeito à legislação”.

O parque já possui plano de manejo? Como está o andamento?

Rosana Junqueira - “O plano de manejo do parque está sendo feito, e contempla também toda a área da APA que entrará como zona de amortecimento. Isso é mais uma forma de evitar danos ao parque. Existe um estudo, uma orientação do plano de manejo, onde se prevê a união da Prainha e Grumari em uma  unidade, formando um só parque. É apenas um estudo, porém o Conselho Consultivo já está sendo formado desta maneira, tendendo a formação de um conselho gestor único."

Como se dá à visitação ao parque? Qual o público mais frequente? Quais os atrativos do parque?

Rosana Junqueira - “O parque funciona das 8h às 17h (horário de verão até 18h), com entrada gratuita. Grande parte dos visitantes são frequentadores da praia. As escolas vêm fazer visitas guiadas,  com agendamento prévio, além disso, o turismo é também muito forte. O plano de manejo prevê projetos de educação ambiental para essa área. Hoje estamos realizando a recuperação das trilhas, com sinalização e marcação. O parque oferece contato com uma fauna diversificada, atividades relacionadas ao ambiente de praia, mirantes, playground infantil e bicicletário para 15 bicicletas. Possui também salão para exposições itinerantes, deque/mirante, com vista panorâmica para a Prainha e o interior do parque. Trilhas, placas de sinalização ecológica contendo explicações sobre a fauna e a flora do parque. Possui dois banheiros (feminino e masculino) com três chuveiros. Os passeios nas trilhas com os guias, podem ser agendados pelo telefone: 2293-3596."

O que o visitante pode esperar da Prainha?

Rosana Junqueira - “A Prainha agora é candidata oficial para certificação do Bandeira Azul - certificação internacional de praias. Somente praias com a balneabilidade boa ou ótima o ano inteiro é que podem obter esta certificação. A prainha já foi candidata em 2008, mas não teve investimentos para atender aos critérios exigidos pela certificação, mas agora estão sendo realizadas algumas modificações para garantir a melhoria estrutural da praia, como a colocação de guarda-corpo na descida da estrada de acesso, as reformas do posto guarda-vidas, sinalização da via, construção de banheiros para os usuários, entre outras melhorias”.

Há oito anos que você é a gestora da Prainha e o que te levou a se tornar gestora de uma unidade de conservação, mesmo sabendo das dificuldades que essa atividade oferece?

Rosana Junqueira – “Sou graduada em Administração, com Pós-Graduação em Formação Pedagógica de Docentes, pela Universidade Cândido Mendes e em Ciências Ambientais, pelo Núcleo de Ciências Ambientais da UFRJ. Trabalhei na Secretaria Municipal de Educação, fui administradora e gestora do Parque Natural Municipal de Grumari e desde 2004, exerço a função de gestora do Parque Natural Municipal da Prainha, tendo recebido menção honrosa por este trabalho em 2008. Não me vejo fazendo outra coisa, pois estar em contato com a natureza é algo que me impulsiona. Saber que estou contribuindo para manter algo preservado. Apesar das dificuldades de acesso à alguns recursos, me vejo aprendendo a cada dia coisas novas e até mesmo desenvolvendo estratégias para driblar essas dificuldades. Tudo isso me motiva a continuar neste trabalho”.

Tem alguma frase que movimenta seu trabalho?

Rosana Junqueira – “Nunca devemos desistir. A luta pelo meio ambiente é uma luta insana e devemos seguir em frente , porque é um caminho, é uma meta. O meu trabalho hoje não é um trabalho qualquer. É uma filosofia de vida. Então as coisas que eu faço pelo parque, faço porque acredito nelas. Eu acredito que nós devemos cuidar do meio ambiente, que devemos repensar a maneira como vivemos porque o mundo realmente está precisando da nossa ajuda para que haja alguma coisa para as próximas gerações e é em cima desse propósito que eu trabalho."

Trilha Virtual


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cecília Herzog sobre o Corredor Verde

A pesquisadora Cecília Herzog do Inverde publicou o artigo: 
Connecting the Wonderful Landscapes of Rio de Janeiro. 

O excelente artigo faz referência ao trabalho realizado pelo GT Corredores Verdes.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Polinização no Corredor Verde





          
  PALESTRA 

Palestra 1: "ABELHAS SEM FERRÃO DA MATA ATLÂNTICA", com o meliponicultor Christiano Figueira – Mantenedor da fauna silvestre.


Palestra 2: "A POLINIZAÇÃO  E A IMPORTÂNCIA DAS ABELHAS SEM FERRÃO", com o meliponicultor Luiz Alberto Medina – Instrutor de meliponicultura da AME-RIO – Associação  de Meliponicultores Rio de Janeiro.


Oficina: "CONFECÇÃO DE NINHOS ISCAS  PARA CAPTURA DE ABELHAS SEM FERRÃO", coordenação do meliponicultor José  Halley  Winckler – Criador conservacionista de fauna silvestre nativa - também da AME-RIO.


Obs.: Material necessário para a confecção dos ninhos iscas : Garrafas PET 2 litros ou mais, limpas, jornais (8 folhas por garrafa), plástico preto para envolver totalmente a garrafa, fita gomada, própolis de jataí ou semelhante. No dia será fornecido propólis suficiente para que cada participante prepare cerca de três iscas. Quem quiser preparar suas próprias iscas, deve levar o restante do material.


Outras atividades:
Exposição de abelhas sem ferrão em caixas racionais;
   Observação das colônias de abelhas sem ferrão (mandaçaias) já instaladas no PNM de Marapendi; Observação de ninhos naturais de abelhas sem ferrão existentes no parque (Jataís, Iraís, Mirins).



Dia: 14/07 (sábado) – 9h às 12h.
Local: Centro de Educação Ambiental de Marapendi.
Endereço: Av. Alfredo Baltazar da Silveira, s/nº
Parque Natural Municipal de Marapendi – Recreio dos Bandeirantes.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

TRILHA TRANSCARIOCA


O Mosaico Carioca promoveu uma reunião no dia dois de julho para tratar da implementação da TRILHA TRANSCARIOCA. 

Juntamente com os CORREDORES VERDES, trata-se de uma iniciativa que visa a integração e o fortalecimento das áreas protegidas da cidade.

A reunião contou com  a participação de:
Pedro Menezes, Diretor do ICMBio e idealizador da trilha;
André Ilha e Manuela Tabellini, da Diretoria de Áreas Protegidas do INEA;
Alexandre Pedroso, Chefe do Parque Estadual da Pedra Branca;
Cesar Werneck e Maurício Lobo, da TURISRIO;
Além de técnicos do ICMBio, e da Secretaria Executiva do Mosaico Carioca.

A iniciativa contará com apoio de órgãos federais, estaduais e municipais.

Será criada uma logomarca exclusiva para a trilha e desenvolvidas estratégias de execução e de comunicação.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Polinização no Corredor Verde - Abelhas nativas sem ferrão


Com o Projeto Abelhas Nativas Sem Ferrão, os Parques Naturais Municipais Chico Mendes e Marapendi estão sendo povoados com espécies como: jataís (Tetragonisca angustula), iraís (Nannotrigona testaceicornis), mirins (Plebeia sp.), mandaçaias (Melípona quadrifasciata), manduris (Melipona marginata), uruçus amarelas (Melipona rufiventris) e guaraipos (Melipona bicolor)
Estas são abelhas nativas da região e não possuem ferrão nem veneno, são responsáveis por 90% da polinização da flora original e, portanto, são imprescindíveis para a manutenção e ampliação do ecossistema. As abelhas nativas sem ferrão estão registradas como em perigo de extinção, sendo sua observação cada vez mais rara nos seus locais de origem. 
Este projeto é uma associação do Mosaico Carioca (SMAC/Prefeitura) com o meliponicultor Christiano Figueira e a AME-RIO (Associação de Meliponicultores do Rio de Janeiro) e tem o intuito de conscientizar a população da existência destas abelhas, e da importância delas para a manutenção das nossas florestas.





As abelhas podem ser visitadas pelo público no Parque Natural Municipal Chico Mendes e no Parque Natural Municipal de Marapendi.

Horário de funcionamento dos parques:
Parque Natural Municipal Chico Mendes - terça a domingo de 8:00 às 17:00hs. As visitas guiadas são de 3ª à 6ª, às 10:00 e 14:00hs, a serem marcadas pelo telefone 2437-6400. Entrada franca.

Parque Natural Municipal Marapendi - terça a domingo de 8:00 às 17:00hs (no horário de verão: das 8 às 18hs). Para visitas guiadas por todo o parque, passando pelas abelhas, o horário é de 3ª a 6ª, às 9:30 e 14:00hs, a serem marcadas pelo telefone 3418-0690. Entrada franca.

No dia 14 de Julho de 2012, às 10:00h, haverá uma palestra ministrada pelo meliponicultor Christiano Figueira sobre as Abelhas Nativas Sem Ferrão, no Parque Natural Municipal de Marapendi, a ser realizada no auditório do Centro de Visitantes. Será aberto ao público e gratuito.