sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

II Oficina de Trabalho discute o futuro dos Corredores Verdes no Rio de Janeiro

O MOSAICO CARIOCA DE ÁREAS PROTEGIDAS em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro realizou na quarta-feira, dia 09/12, a II Oficina de Trabalho Corredor Verde. O evento contou com a participação de autoridades e técnicos da SMAC, INEA e ICMBio que se reuniram para discutir os novos rumos do Projeto Corredor Verde na Cidade do Rio de Janeiro.




Este projeto é uma iniciativa do Mosaico Carioca de Áreas Protegidas e teve início em 2012, a partir da formação de Grupos de Trabalho que discutiram os primeiros passos do Projeto Piloto, que contemplaria a ligação dos Parques Chico Mendes, Marapendi e Prainha.

Três anos depois, a II Oficina de Trabalho reinicia suas discussões sobre as novas fronteiras do Corredor Verde a partir do sucesso de implantação do Projeto Piloto, que atualmente conta com sinalização, arborização, recuperação de áreas degradadas e o cercamento para proteção da fauna. O projeto foi bem sucedido e teve uma expansão natural de suas ações em direção à Barra Bonita e à Alameda Sandra Alvim, que não estavam previstos no traçado original. Além disso, o apoio fundamental da sociedade civil organizada na conquista da promessa de despoluição do Canal das Taxas pelo Governo do Estado acelerará ainda mais a recuperação da área conhecida como Corredor Verde Olímpico, que é palco das olimpíadas de 2016. E mais, o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio de Janeiro assumiram o compromisso de realizar o planejamento e diagnóstico da Área do Corredor Verde Olímpico que se estende pela Lagoa da Tijuca, passando pelo Parque Fazenda da Restinga, com importantes remanescentes de manguezal e restinga, até o PNM Bosque da Barra, compreendendo a APA de Marapendi e o PNM Mello Barreto.


O evento foi conduzido pela Coordenadora do Projeto Corredor Verde, Silma de Santa Maria, que convidou à mesa as autoridades presentes. O Sub-Secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Altamirando Moraes, o Diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do INEA, Fernando Mathias, o Secretário Executivo do Mosaico Carioca, Marco Antonelli, o Conselheiro do Mosaico Carioca e representante da SECONSERVA/COMLURB, Celso Junius, e a representante do Gabiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Cláudia Barros. A fala da mesa foi uníssona quanto a importância do projeto e o compromisso em seguir apoiando esta iniciativa. Tanto o Sub-Secretário de Meio Ambiente quanto o representante do INEA destacaram a necessidade de repensarmos o tipo de cidade que estamos deixando para as futuras gerações e a urgência de políticas públicas que favoreçam a preservação e conservação das áreas verdes.


O evento contou, ainda, com a presença de especialistas como a professora e pesquisadora da PUC-Rio/Instituto INVERDE, Cecília Herzog, que discorreu sobre Cidades Resilientes e Ecossistemas Urbanos, o Gerente de Monitoramento Ambiental, Brasiliano Vito Fico, que trouxe um panorama do estado de conservação das áreas verdes na cidade do Rio de Janeiro e apresentou o Programa de Monitoramento SIG Florestal, além da empresa EMBYÁ Paisagismo e Ecossistemas, que apresentou seu ponto de vista técnico sobre como reorganizar espaços urbanos para as demandas dos Corredores Verdes.

A programação contou ainda com os depoimentos do Celso Junius e Silma de Santa Maria, que relataram o histórico de conservação das áreas verdes do Mosaico Carioca e a implantação dos Corredores Verdes, apresentando o diagnóstico e resultados do Projeto Piloto para o público presente e indicando os novos rumos que já estão sendo perseguidos para que o Corredor Verde Olímpico se estenda até o Bosque da Barra.

Durante a tarde, os participantes da II Oficina de Trabalho foram convidados a se reunirem em dois grupos (Estratégias de Comunicação e Projetos, Captação de Recursos e Estrutura Institucional) para traçar as novas propostas e diretrizes de trabalho do Projeto Corredor Verde. O resultado do encontro ainda está sendo consolidado em um relatório técnico, mas já aponta para a relevância cada vez maior dos Corredores Verdes para a Cidade do Rio de Janeiro.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Mosaico Carioca vistoria o Morro do Telégrafo



O Mosaico Carioca de Áreas Protegidas realizou no dia 6 de junho de 2015 uma visita técnica com a presença dos gestores do Parque Estadual da Pedra Branca e do Parque Natural Municipal de Grumari. Participaram também como convidados a Coordenação de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente - CEA-SMAC e a Secretaria Municipal de Conservação – SECONSERVA, com o objetivo de atender a problemática surgida no PNM de Grumari desde que a Pedra do Telégrafo e a Pedra da Lua despontaram como novos atrativos turísticos da cidade.

A recente descoberta trouxe problemas graves para os gestores do PNM Grumari e do PE da Pedra Branca, que relataram a crescente preocupação com a deterioração da trilha e o impacto gerado nessas unidades de conservação. De acordo com os gestores, a quantidade de lixo encontrada após um final de semana de visitas é enorme e dificulta o trabalho das equipes da COMLURB.

A equipe do Mosaico Carioca também conversou com os moradores e pôde perceber que os problemas não se resumem apenas ao lixo deixado nas trilhas e nas filas formadas no alto da pedra. Serviços de moto táxi têm levado os usuários o mais próximo possível do topo, o que, segundo os gestores, contribui para a erosão da trilha e a formação de voçorocas. A presença de motos e bicicletas também constitui risco potencial de acidentes para a fauna do parque e visitantes que sobem a pé. É importante destacar, ainda, que o uso de motos e bicicletas nas trilhas destes parques é proibido, e não estão previstos em seus respectivos planos de manejo.




Outro problema oriundo do grande fluxo de pessoas e súbito interesse por estas áreas é a proliferação de falsos guias de turismo. De maneira inescrupulosa, estes “guias” depredam a sinalização realizada pelo Mosaico Carioca visando dificultar o acesso gratuito de visitantes menos experientes ao parque, obrigando-os assim,  a contratação do serviço.

Esta sinalização, simples e rústica, realizada através de mutirões periódicos abertos à participação pública, tem apoio da SMAC, INEA e ICMBio e parceria com mais de 20 instituições, dentre elas o Sindicato de Guias de Turismo do Rio de Janeiro (SINDGTUR) e o Centro Excursionista Brasileiro (CEB).






Este retrato dramático se repete a cada final de semana, mas ganha impulso nos feriados e finais de semana de verão, como relatado em reportagem do Portal G1 (http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/05/g1-explica-truque-em-fotos-tiradas-de-abismo-no-rio-assista-ao-video.html), no alto da pedra são formadas filas de mais de duas horas de espera para tirar uma foto, atraindo o serviço de ambulantes e deixando o início da trilha, na Praia Grande, repleta de carros em um local que não possui estrutura para estacionamento, o que também incomoda os moradores da região conforme relatos no local.


Os setores governamentais envolvidos estão elaborando propostas visando a implantação de estratégias de ordenamento do espaço e sensibilização dos visitantes e moradores, com vistas a diminuir o impacto no local.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Projeto Corredores Verdes ganha destaque em reportagem do Globo Barra


Acompanhe a matéria de Lucas Altino (Global-Barra), publicada em 29 de outubro de 2015, na íntegra.

Geógrafa Silma Santa Maria coordena o projeto e orienta funcionários - ANTONIO SCORZA / Agência O Globo
RIO - Entranhada entre o Maciço da Pedra Branca e o oceano e marcada por shoppings e arranha-céus, a Barra tem redutos naturais desconhecidos por muitos de seus moradores. Um deles está sendo revitalizado pelo poder público, após anos de abandono. Atrás dos shoppings Downtown e Città America, beirando a Lagoa da Tijuca, está o Parque Fazenda da Restinga, apelidado de “Terra das Borboletas”, que abriga vegetação de restinga e manguezal, mais espécies ameaçadas de fauna e flora. Além de promover o reequilíbrio ecológico na área, a Secretaria municipal de Meio Ambiente (SMAC) quer que o local seja visto como rota de passeio, e por isso placas informativas sobre o ecossistema local e trilhas serão instaladas. Paralelamente, a pasta vai dar início, em breve, à recuperação das faixas marginais de proteção do Canal de Marapendi, num total de 3,5 hectares. Após a conclusão dos dois projetos, estará aberto o caminho para a expansão da ciclovia da região em cerca de 700 metros.

A secretaria, em parceria com a Coordenadoria de Recuperação Ambiental (CRA) e com apoio de Comlurb, Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá, Fundação Parques e Jardins, Secretaria Especial de Ordem Pública e Secretaria de Conservação, já iniciou a recuperação do Parque Fazenda da Restinga, trecho da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi. O mote do trabalho será a restauração do ecossistema degradado, com o resgate do ambiente natural original.

Coordenadora do projeto e geógrafa da SMAC, Silma Santa Maria explica que o serviço está na fase de limpeza e preparação das entradas do parque, fundamental para a realização do trabalho botânico. A expectativa é que tudo dure cerca de seis meses.

— Já retiramos dez caminhões de lixo e entulho da área de vegetação. Um grave problema no local é o descarte de material de obra no terreno, muitas vezes sem conhecimento da administração dos shoppings próximos, o que degrada o solo e é prejudicial à flora e à fauna. Estamos combatendo também o estacionamento irregular, que destrói o meio-fio e a vegetação. Esperamos que com a pintura de novas faixas e instalação de placas viárias o problema seja resolvido, orientando o cidadão a agir corretamente. Com o terreno preparado, inicia-se a fase técnica. Esta semana paisagistas começaram a trabalhar no parque.

— Já tenho verba para o início da recuperação das trilhas, e a plantação das espécies nativas será feita por meio de medidas compensatórias. Não é um serviço rápido, por haver necessidade de cuidado e análise precisa de biólogos. Mas não posso ficar parada; então, faço o que consigo no momento. Também não é algo muito custoso: trata-se mais de conservação que de novos investimentos, e também contamos com apoio dos shoppings. Ainda quero elaborar placas informativas na trilha, com informações sobre as espécies ameaçadas de extinção que podem ser encontradas aqui — conta Silma.


Área de mangue receberá atenção especial - ANTONIO SCORZA / Agência O Globo

O Parque Fazenda da Restinga, de 40 mil metros quadrados, foi criado em 2000, com projeto do paisagista Fernando Chacel, por meio de medidas compensatórias, e até 2010 esteve sob responsabilidade do shopping Città America, que o havia adotado. Depois desse período, o local se deteriorou, e a proliferação de árvores exóticas, em especial as leucenas, ameaçava as espécies nativas. Até agora, já foram retiradas cerca de 15 leucenas do parque. Segundo Silma, ao menos nos dois últimos anos não houve manutenção devida na área, onde há um deque, às margens da Lagoa da Tijuca, e uma torre de observação, em estado de abandono. Os dois equipamentos, diz a geógrafa, devem ser recuperados com apoio do Città America.


Procurado pelo GLOBO-Barra, o shopping diz que tem interesse em renovar a adoção do parque e aguarda um documento da SMAC para oficializar a medida.
A bióloga Marcia Botelho, da SMAC explica que as espécies exóticas invasoras não têm predadores naturais, e por isso se propagam sem controle.
— Desse modo, acabam tomando o espaço das nativas. E, geralmente, as exóticas não servem de alimento para a fauna silvestre, que também acaba sendo afetada — diz Marcia, que, além da jarrinha, encontrou outras seis espécies ameaçadas no parque. — Identifiquei a pequiá-de-restinga, o pitangão, a açucena, o ingá-da-praia, o abiu-de-restinga e o olho-de-cabra. Elas são remanescentes de áreas que ficaram preservadas mesmo em meio ao desenvolvimento da região.

Um passeio pelo Parque Fazenda da Restinga, onde há diversas espécies de borboletas, flores de diferentes matizes e caranguejos, explicita a importância de sua preservação. Muitas espécies ameaçadas da fauna e da flora coexistem naquele espaço. Uma delas é a borboleta-da-praia, que originou o apelido do parque. Sua planta hospedeira, a Aristolochia macroura, trepadeira conhecida como jarrinha, e a flor Lantana camara, da qual retira o néctar, também estão presentes.

FAIXA MARGINAL É O PRÓXIMO PASSO
Parque é apelidado de “terra das borboletas” - ANTONIO SCORZA / Agência O Globo
A recuperação do Parque Fazenda da Restinga não será a única ação da SMAC sob o conceito da ecogênese, ou seja, em prol da integração entre os ecossistemas. A geógrafa Silma Santa Maria ainda destaca a possibilidade de expansão de cerca de 700 metros da ciclovia, que hoje termina na altura da unidade da Universidade Veiga de Almeida no Downtown, já em fase de orçamento pela Gerência de Ciclovias da pasta. O cercamento de 750 metros da área recuperada, com mourões de eucaliptos, para evitar a fuga de animais do parque, e a extensão da proteção da vegetação da margem sul da Lagoa da Tijuca até o Parque Mello Barreto, que fica atrás do BarraShopping e é adotado pelo condomínio Península, também são planos da geógrafa.

— A crescente ocupação urbana do Rio determina intenso planejamento urbano e ambiental, para que se assegure a proteção e a expansão de seus ecossistemas. O prolongamento da ciclovia está encaminhado, mas precisa esperar o fim da recuperação ambiental da área e da construção do metrô. Para a extensão do trabalho de substituição de plantas exóticas por nativas até o Parque Mello Barreto, já elaborei um Termo de Referência (as exigências que a prefeitura precisa fazer ao lançar uma concorrência pública para estudo de projeto). Isso é necessário porque a intervenção, diferentemente do caso do Parque Fazenda da Restinga, seria feita em áreas privadas também. Já o cercamento do parque é essencial, porque muitas vezes vemos capivaras, por exemplo, expondo-se a riscos no meio da rua — afirma Silma.

Ela também destaca a importância do projeto de dragagem das lagoas, que poderá causar impacto positivo na recuperação do parque e do Canal de Marapendi:

— O parque termina na Lagoa da Tijuca, e é dotado de um belo deque. Com a dragagem, há a possibilidade de se iniciar o transporte aquaviário, o que já foi ventilado diversas vezes por moradores e pelo poder público. Tudo isso aumenta o valor da recuperação desse espaço.

Torre de observação será recuperada - Fabio Rossi / Agência O Globo
Enquanto planos são elaborados, outro trabalho já está orçado e prestes a ser iniciado: a recuperação da faixa marginal de proteção do Canal de Marapendi, à direita do Fazenda da Restinga. O custo deverá ficar próximo a R$ 1,5 milhão, com verbas provavelmente oriundas de medidas compensatórias, explica o autor do projeto, o engenheiro florestal Salvador Sá. A expectativa é que o serviço comece no início de 2016, e compreenda um ano de implantação e mais dois de manutenção.

— Será realizada a troca da vegetação exótica pela vegetação de restinga e brejo costeiro, preservando espécies nativas e o manguezal. O projeto é complexo porque ainda precisamos combater o retorno das invasoras, uma vez que suas sementes já estão presentes no solo. E, além da recuperação da vegetação original, daremos atenção paisagística ao entorno — explica Sá.
Ele alerta para o fato de que será necessário usar motosserras durante o trabalho, o que poderá assustar transeuntes:

— É importante que todos saibam que estamos realizando algo em prol da natureza. Às vezes as pessoas não se informam direito e acreditam que estamos apenas cortando árvores.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/parque-natural-de-40-mil-na-barra-sera-recuperado-17907816.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Fundação SOS Mata Atlântica apoia projeto inovador de plantio de árvores!

O Mosaico Carioca de Áreas Protegidas, através dos seus canais de comunicação, também ajuda a divulgar ideias sustentáveis!
A Fundação e o projeto Da Pé tem meta inicial de plantar 20 mil mudas de árvores nativas

Movidos pelo desejo de reflorestar o Brasil, o programa “Um Pé de Quê?, criado e produzido pela Pindorama Filmes e Canal Futura, lançaram em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, no domingo, dia 20 – véspera do Dia da Árvore -, o crowdfundingDá Pé”, para captação de recursos para plantio de, inicialmente, 20 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, recuperando 1,33 Km de matas ciliares do Rio Una, na bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.  

A campanha ficará disponível por 60 dias no site www.kickante.com.br/umpedeque, onde a cada contribuição voluntária no valor de R$ 20 o internauta adotará uma árvore. As mudas serão plantadas e cuidadas pelos próximos cinco anos pela Fundação SOS Mata Atlântica, até quando elas já estiverem fortes para seguir sozinhas.

Estevão Ciavatta, roteirista e diretor da Pindorama Filmes, destaca a importância do envolvimento da população para solucionar o problema do desmatamento a tempo de ver resultados de suas ações: “a Mata Atlântica tem um tempo médio de 10 anos para sua recuperação. É muito rápido. Essa geração pode mudar o mundo!”.

Com o valor arrecadado, quem adotar uma ou mais árvores também vai ajudar a disponibilizar, na íntegra, o conteúdo do programa “Um Pé de Quê?”, no site www.umpedeque.com.br. O programa, apresentado por Regina Casé há 15 anos no Canal Futura, possui um dos maiores acervos audiovisuais sobre árvores do mundo. São 156 programas com 138 espécies retratadas, cada árvore é a estrela de um episódio de 20 minutos. Será um material de livre acesso, no regime Creative Commons, para que o maior número de pessoas tenha acesso e faça uso deste conhecimento.

O programa “Um Pé de Quê?” tem uma parceria de mais de 10 anos com o Jardim Botânico de Rio de Janeiro, com a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Plantarum. O Um Pé de Quê? está na TV, na web e nos livros, cujo volume Pau Brasil foi adotado pelo Plano Nacional do Livro Didático.

Para Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a parceria com o programa é muito importante para ajudar na conscientização das pessoas sobre o bioma. “Na semana em que comemoramos o Dia da Árvore, 21 de setembro, nossa principal meta é estimular e engajar a sociedade com ações de sustentabilidade em prol da Mata Atlântica, que hoje conta apenas com 8,5% de mata original no Brasil. Esta iniciativa vai ajudar também a mostrar o quanto a floresta é importante para garantir a geração de água em quantidade e qualidade para o nosso consumo”.

Sobre “Um Pé de Quê?
No ar desde 2001, o programa “Um Pé de Quê?” já rodou o Brasil e o mundo identificando e contando a história de mais de 130 espécies de árvores. Do Japão ao Moçambique, de Paris ao Cariri, Regina Casé aproxima o espectador às árvores através da música, da culinária, da história, da tecnologia e da antropologia. Em 2007 o “Um Pé de Quê?” se tornou o primeiro programa de TV a neutralizar todas as emissões de gases do efeito estufa de sua produção, realizando um programa inteiramente voltado ao tema do aquecimento global.

Sobre a SOS Mata Atlântica
A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG brasileira que atua há 28 anos na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e unidades de conservação, dentre outros. Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br.

Para mais informações, entrar em contato com a Assessoria de Imprensa:

Informações Da Pé
Casé Assessoria – 11 3060 8412 | 21 99777-7153
Patricia Casé | Luciana Leall
patricia@caseassessoria.com.br/ luciana@caseassessoria.com.br


Informações SOS Mata Atlântica
Máquina Public Relations – 11 3147 7464 | 7232 | 7434
Tâmara Scala | Bruno Deiro | Caroline Abou Jaoude
tamara.scala@grupomaquina.com / bruno.deiro@grupomaquina.com/caroline.aboujaoude@grupomaquina.com

terça-feira, 13 de outubro de 2015

I Encontro Científico da Reserva Biológica de Guaratiba

O Mosaico Carioca de Áreas Protegias apoia e divulga a realização do I Encontro Científico da Reserva Biológica de Guaratiba nos dias 04 e 05 de novembro na sede do INEA. O evento é aberto a toda comunidade e contará com palestras e painéis sobre trabalhos científicos realizados na Reserva Biológica de Guaratiba.


A organização do evento pede que os interessados em apresentar trabalhos enviem resumos até o dia 16 de outubro.
Inscreva-se para participar do evento preenchendo o formulário no link: bit.ly/rebio-inscricao.







quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Landscape, Cities, and the Pope: a Shift for a Better Future?

Por Cecilia Herzog, Rio de Janeiro.  
July 12, 2015

I believe that urban landscape matters! The landscape in which one grows up, matures, and lives life may be the essential factor in determining the behavior towards and empathy with nature and with other people and their cultures. The landscape can even be the way we connect to ourselves.
The shape of our cities is a result of the historical changes in land cover, built structures, and the continuous man-made interferences that are made in the landscape and its relationship with natural factors such as geomorphology, climate, biodiversity, ecosystem remnants, green areas, and urban forests. Social aspects are not less important. Cities that segregate social life in closed communities (being gated high-end or middle class enclosures, or favelas), malls and cars, may induce prejudice and injustice. Live streets and urban amenities are the public realm where the different meet, learn with each other, and may have daily contact with nature and natural processes.
Landscapes and the spiritual bond with Nature
When I walked along the Philosopher’s Path in Kyoto, I felt the spiritual power of Nature in the urban landscape. The path meanders along a channelized river, with clean waters in the city border. The landscape is peaceful, with the city in one side and the forest in the other, the water flows in between.
Shinto shrine. Photo: Cecilia Herrzog
Shinto shrine. Photo: Cecilia Herrzog
There are several Temples and Shrines along the path. TheShinto Shrines profoundly touched me. I was ignorant of their sacred meanings, but I have never felt this deep connection with Nature in a spiritual way before. Being a non-religious Jew myself, I perceived the temples and churches I have entered in my life as built structures; I have never had the feelings I had in the shrines! Actually, much earlier in my life I remember when I was inAssisi (Italy), I felt something very special. I was touched by St. Francis of Assisi’s history of loving of nature and its creatures. At the top of the hill was the place where he had lived, and I could feel the energy of nature flowing around. Maybe this was the source of his inspiration and connection with holy love to nature and living organisms.
After these experiences, I started reflecting about our divine bond with nature, and how the landscape influences our lives and values.
Until I read the E.O. Wilson’s book The Creation, I had never really had any thoughts about how religion could play an important role in ecological education and awareness raising. In his book, scientist Wilson dialogues with religion, and looks for the common ground to protect and restore Nature.
And what a grateful surprise was the Encyclical Letter of Pope Francis! The LAUDATO SI’ calls on all of humanity “to care for our common home”. Firmly grounded in science, the Pope talks about consumption, greed and accumulation; the oil addicted society that eradicates ecosystems and depletes natural resources. He also says that we cannot trust only in technical solutions to solve our environmental and social problems. He declares the urgent need to restore, conserve, and protect our environment. He urges all of us to mitigate the colossal damage that our civilization has made, and to avoid climate change and the huge uncertainties that are threatening the future of humanity. The response to his message has been massive, and I believe that 2015 is crucial to prioritize life and also to shift the way we see, plan, and design our landscapes at all scales.
Cities in challenging times
How can globalized, modernist urban landscapes reconnect urban dwellers with Mother Earth?
We are living in challenging times in which cities play a crucial role, as so many authors of The Nature of Cities have pointed out from different perspectives. In this international blog, contributors have presented and discussed examples that are popping up around the world—of social-ecological oriented research, planning, and design, wherein biodiversity is treated as fundamental. Many of those case studies come from local residents who want more livable places to raise kids in healthy and diverse environments.
However, many cities have remained in the old modernist sprawl paradigm—based on high consumption economies, gated communities with homogenized gardens, and automotive transportation that requires costly infrastructure—known as business-as-usual. The surrounding ecosystems’ remnants and productive lands are eradicated in this process. Also, old urban areas have been transformed, destroying their history and culture. Gentrification in renovated regions is another negative factor, displacing residents and small businesses while ceding room for a globalized culture and international brand stores. This globalized trend widens the social gap even farther, especially in poorer countries, where it is already abyssal.
Our planet is urban not only because the Biosphere is giving way to built surfaces, but also because the political and economic decisions are largely taken by city dwellers.
I consider ecological illiteracy to be one of the main drivers of the disconnection and disregard of our Home: our planet, our region, our city, our neighborhood, our street or our own home. Or even with our own selves!
How can people connect with nature and its processes if they spend their life in air-conditioned (or heated) built boxes, apart from biodiversity and social diversity? How can they develop and act on their Biophilia in artificially built and “controlled” landscapes? [Biophilia is the “innate and genetically determined affinity of human beings with the natural world” (E.O. Wilson)] Much has been written, published, and discussed in conferences about those issues (see for instance Tim Beatley in this blog).
Urban landscapes and reconnection with Nature
For me, the Pope’s call to “care for our home” is more than a metaphor for the Planet’s degradation and the related risks to Humanity. It is time to care for our home at all scales, including the ecological restoration of our urban landscapes.
In Brazil, the number of urban dwellers that are engaging in growing organic food, fighting for ecosystem restoration and water conservation, and getting together to learn and exchange experiences has been growing exponentially. As everywhere, in this country, social media is helping people to communicate among themselves about their findings and experiences with Nature and natural processes in multiple ways. We have very positive results on the fields that actually enhance urban landscapes ecologically and socially: publications and courses on related themes are starting to pop up around the country; leaders are assuming important roles, participating in actions and policy elaboration; volunteers are expanding their work in a society without a tradition of social work.
There are lots of good examples that are more powerful every day, as I have already mentioned in my previous posts in this blog. Hortelões Urbanos (Urban Food Gardeners), an urban agriculture group in São Paulo, has been a source of knowledge and inspiration to similar projects in cities around the country, and now depends on more than 17,000 followers (in less than 4 years). Their interventions in parks and squares in São Paulo, the largest Metropolitan Region, are awesome: from green or gray deserts, they create biodiverse, productive landscapes with waters springing again.
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A Hortelões Urbanos (Urban Food Gardeners garden in São Paulo. Photo: Cecilia Hezog
Rios e Ruas (Rivers and Streets) is another group that has been working in the last decades to ecologically educate residents. They have been tracing rivers and creeks that were wiped out from the landscape. The severe drought that is hitting Southeastern Brazil, with water shortages threatening the removal of large number of residents from urbanized areas, has helped to give visibility to their work
Fig3-a-2014-11-09 Oficina Festival Praça da Nascente 02A few years ago Juliana Gatti and Sandro Von Matter started the Instituto Árvores Vivas (Living Trees Institute). They have a remarkable engaging and educational role in São Paulo. They are actually changing the way Paulistas(São Paulo residents) see, feel, and act regarding trees and their urban lives.
The green economy is slowly starting to emerge in Brazilian cities, with new companies that develop green technologies to implement green roofs and walls, solar energy, water bioremediation and conservation, and bio-sanitation, at different scales. Hopefully, with the dramatic water shortage and the challenges of the changing paradigm towards a clean economy, they will rise and help Brazil get out of its severe economic crisis.
Another excellent and inspirational example is the Skygarden, a relatively new company specialized in green roofs and walls, that mimics São Paulo’s native ecosystems: Mata Atlântica (Atlantic Rainforest) and Cerrado (Brazilian Savanah). The founder/owner Ricardo Cardim, studied odontology, but soon fell in love with botany and native ecosystems and then went on to a Master’s in biology. In 2008, he started an NGO named Árvores de São Paulo (São Paulo Trees), and from then on has been helping to change hearts and minds regarding autochthonous urban trees, not only in streets and parks, but also in roofs and facades
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The TransCarioca Trail, in Rio de Janeiro.
In Rio de Janeiro, the remarkable TransCarioca Trail project is underway with the support of hundreds of volunteers under the leadership of Pedro Menezes and Celso Junius. It is a more than 180 km-long walking track over the splendid massifs of the city, connecting several protected areas. It spans the world-renowned Sugar Loaf to the distant beaches of Guaratiba.
Another initiative that is also gaining more support is Green Corridors, part of the Carioca Mosaic project, in the lower areas on the water basin where most of the Olympic Games facilities are concentrated.
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The locations of the low lying areas, or water basin, in Rio.
Shift for a better future
I have written before in this blog about the challenges and opportunities that the city of Rio de Janeiro has had in the last few years, especially with the high investments focused on international events—the 2014 Soccer World Cup and 2016 Olympic Games being the most internationally recognized. Unfortunately, decisions about the future of our cities (not only Rio de Janeiro) are mainly focusing on companies that build gray infrastructure, engage in non-productive land speculation, and support the oil-based transportation industry. This means building cities-as-usual: sprawling and transforming the landscape and changing natural processes and flows with social segregation.
The current trend can be easily seen in the “Marvelous City” of Rio de Janeiro. There is a disconnection between the recommendations of scientific assessments to adapt the city to climate change and what is being actually implemented. The money is flowing to the West Zone, where the map shows high vulnerabilities of low lands to floods and sea level rise.
Gated community in Rio. Photo: Cecilia Herzog
Model of gated community in Rio. Photo: Cecilia Herzog
Golf-olimpic(Herzog)
Golf Olimpic in Rio.
We might expect that what is happening was planned based on the knowledge that was generated by state-of-the-art academic research, supported by the city since 2007. Not at all…Wetlands and protected areas have been eradicated with the excuse of the Olympic Games. The rich biodiversity and wet landscapes that offer irreplaceable ecosystem services have been transformed into more and more gated communities, commercial areas adorned with homogenized cosmetic gardens, and the expressways on which oil-dependent transportation oil-dependent relies. In this process, the city is losing not only its ecological heritage, but its cultural identity.
One of the most significant examples is the Olympic Golf course that was built over one of the last protected remnants of Restinga (sandy soil, sea border ecosystem). Besides the elimination of biodiversity and ecosystem services, the landscape conversion to lawn requires daily irrigation in times of uncertain climate. The real estate market is the beneficiary of this mega-gated development, as many others in the same water catchment.
A sewage canal in Rio. Photo: Cecilia Herzog
A sewage canal in Rio. Photo: Cecilia Herzog
The social segregation and lack of sanitation are still huge issues and the City has not complied with the commitments it assumed when the right to host the Olympic Games was won. The rivers, lagoons and even Guanabara Bay are heavily polluted with sewage, diffuse stormwater run-off, and garbage.
Civil society is fighting against what is happening in the city. Its voices are heard mainly on social media when the traditional media doesn’t open space for protests and meetings.
Landscape for today and the future
Landscape is becoming an important issue as people start to understand how they depend on biodiversity and the ecosystem services they need to live healthy and fulfilling lives. Unfortunately, in Brazil, the profession of landscape architect is neither recognized nor institutionalized. We are in the process of passing a law that will make possible to start new undergrad courses in the area of landscape architecture in Brazilian Universities. We need to implement interdisciplinary courses, establish research groups, and fund pilot projects that demonstrate how our landscapes work, their social-ecological functions, and their processes.
Pierre-André Martin and I are coordinating a new Master’s in Ecological Landscape Planning and Design at the Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro in the Department of Architecture and Urbanism, to start next August. The course is interdisciplinary, with professors from landscape planning and design, urbanism, biology, geography, social sciences, law, anthropology, and engineering.
We urgently need cities that praise nature, that protect and restore native biodiversity in all possible ways. We must escape from the trap of fragmented knowledge and look for integrative research and teamwork on adaptive landscape-based urban planning and design. We must monitor results and learn what works or not in our landscapes. We must plant trees to have water and food. The cities have to be part of the Biosphere with green infrastructure that regenerates degraded gray and polluted areas. People have to be educated and reconnected to life to participate in the landscape planning and design process.
I hope that the momentum we are living is transformational. Powerful forces are moving to make effective change in the economic, social, and environmental paradigms: from a competitive society to a more cooperative world, where natural capital has more value than the virtual financial market. I believe that the call of Pope Francis can help, especially in Brazil. We are the most populous Catholic country in the world, with more than 120 millions followers of the religion.
I hope all people hear his call and give science and practitioners with ecological vision the opportunity to contribute to a shift to a better future.
Cecilia Herzog
Rio de Janeiro