quarta-feira, 8 de julho de 2015

Parque Nacional da Tijuca, no Rio, completa 54 anos com exposição, passeios e oficina

As comemorações dos 54 anos do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, começaram neste domingo (5), com palestras, oficinas, passeio em trilhas e uma exposição de fotografias. De manhã, foi oferecida uma Oficina de Manejo de Trilhas e à tarde, após a posse dos conselheiros (titulares e suplentes), foi cantado o parabéns com direito a bolo.
Funcionário do parque há mais de cinco anos, o monitor ambiental Alberto Peterson de Oliveira contribuiu com as fotos para a exposição inaugurada no Centro de Visitantes. Em seus passeios pelas trilhas, ele conseguiu registrar preciosidades da flora e da fauna da maior floresta urbana do mundo replantada pelo homem.
“Pelo tempo que a gente passa lá dentro, vamos a lugares que poucas pessoas vão e temos mais chances de ver alguns bichos com pouco movimento de pessoas, como as cobras”, comentou ao citar a foto que tirou de um Louva-Deus amarelo. “Nem sabia que existia, nunca tinha visto um Louva-Deus dessa cor”.
A data foi comemorada por um grupo que frequenta o parque mensalmente para atividades de meditação e dança. Maçãs e sementes típicas do ecossistema da Mata Atlântica foram entregues aos visitantes à tarde.
“Somos cerca de 40 pessoas e estamos aqui todo o primeiro domingo do mês, na Floresta da Tijuca, fazendo um trabalho em prol da natureza e para nos reabastecer de energia para enfrentar tudo lá fora”, explicou a idealizadora do grupo, a terapeuta holística Vera Lúcia Alves de Oliveira.
Muitos visitantes não sabiam do aniversário, como o casal Ricardo e Luciana Félix. Eles trouxeram o filho Ricardinho, 9 meses, pela primeira vez ao parque. Ela conta que vinha muito na infância com a família e pretende fazer o mesmo com o filho.
“Vinha muito quando era criança e tenho ótimas recordações. E sempre falo que vinha tanto quando era criança e depois de grande parei de vir. Agora com o filhinho, vamos voltar a frequentar”, disse Luciana.
O parque tem mais de 4 mil hectares e inclui o Morro do Corcovado, uma das áreas mais visitadas do país, onde fica a estátua do Cristo Redentor. A estimativa é que mais de 3 milhões de pessoas visitem o parque anualmente.
O espaço oferece desde áreas para piquenique e churrascos, voo livre e escalada. Em 1861, D. Pedro II iniciou processo de desapropriação de chácaras e fazendas para reflorestar a região, quase toda devastada pela extração de madeira e plantação de café. 
Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2015/07/06/116991-parque-nacional-da-tijuca-no-rio-completa-54-anos-com-exposicao-passeios-e-oficina.html

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A importância das florestas urbanas para a preservação da água

Em dias de crise de água, um dado que muitas pessoas não sabem é a importância das unidades de conservação (UCs) da natureza nas áreas urbanas para a existência de água nessas regiões.




"As áreas de conservação em áreas urbanas têm relação direta com a preservação da qualidade e a quantidade de água nas cidades. Isso é facilmente explicado por algumas características das áreas verdes”, disse Marilia Fanucchi*, bióloga, professora, mestre em Ciências da Engenharia Ambiental e ambientalista.

Marilia Fanucchi destacou quatro características que explicam essa relação da água com as florestas:

  1. Suas raízes evitam a compactação do solo, mantendo a permeabilidade e permitindo que a água da chuva penetre no solo e recomponha o lençol freático;
  2. As árvores possibilitam que a água da chuva escorra lentamente pelas folhas e tronco, até atingir o solo, evitando erosão. Só para exemplificar, segundo o Policiamento Ambiental do Amazonas, numa região desmatada e com pluviosidade anual de 1.500mm, o volume de água que deixa de se infiltrar pode atingir 7,5 milhões de litros de água por hectare;
  3. Todo ser vivo contém água em sua composição. Dessa forma, as áreas verdes garantem uma reserva de água, liberada aos poucos por meio da transpiração. Uma árvore retém muito mais água de que vegetação herbácea, principalmente as mais velhas;
  4. As áreas de mata garantem a manutenção de um microclima que impede a rápida evaporação da água, com benefício para todos os demais seres vivos. 
Ou seja, as áreas verdes e, principalmente, as árvores realizam um trabalho importantíssimo de uma maneira silenciosa. Exemplo em São Paulo, uma das áreas verdes que contribui para a questão da água em São Paulo é a Reserva Biológica Tamboré, uma das maiores unidades de conservação brasileiras inseridas no perímetro urbano. Ela está localizada no bairro Tamboré, em Santana de Parnaíba, município da região oeste da Grande São Paulo.

Conversamos com Elifas Alves, técnico da Reserva Biológica Tamboré, sobre a importância deste espaço em relação à agua. “Ela possui 18 nascentes que abastecem córregos da região, como o Córrego do Garcia, Paiol Velho, Barreiro e Mico. Todos os córregos desaguam no rio Tietê. É uma água de melhor qualidade, que contribui para a melhoria do Rio. As nascentes também são responsáveis pela subsistência do bioma da Reserva. Além disso, elas estimulam a precipitação de água na cidade, contribuem para recarga dos córregos, do leito dos rios e do próprio lençol freático da região”, contou.*Marília Fanucchi é membro do Grupo Executivo do Fórum Suprapartidário por uma São Paulo Saudável e Sustentável; e voluntária do Grupo de Trabalho de Meio Ambiente da Rede Nossa São Paulo.

Fonte: http://www.florestalbrasil.com/2015/06/a-importancia-das-florestas-urbanas.html

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Informativo para Conselheiros do Mosaico Carioca

O Mosaico Carioca vem informar, que o Coordenador Geral Carlos Dário foi nomeado Chefe do P. E. Desengano. Como esta UC não faz parte do nosso Mosaico, houve a necessidade do seu afastamento da função de Coordenador Geral do Mosaico Carioca.

A partir disso, o novo Coordenador Geral, de acordo com o decidido na Reunião Extraordinária do Colegiado Coordenador ocorrida na data de 29 de Maio de 2015, é o Chefe do MoNa Pão de Açúcar, Sr. Marcelo Barros de Andrade, decisão a ser ratificada pela plenária do Mosaico Carioca na próxima AGO.

Outrossim, comunicamos que o Secretário Executivo Livio Bruno, por encerramento do seu contrato de trabalho, também não responde mais pela Secretaria Executiva do Mosaico Carioca.

O Secretário Executivo Interino do Mosaico Carioca, até a próxima AGO será o Sr. Marco Antonelli responsável, também interinamente, pelo Núcleo Municipal de Apoio ao Parque Nacional da Tijuca.

Atenciosamente,

Mosaico Carioca

segunda-feira, 6 de abril de 2015

KLM presta homenagem ao Parque Nacional da Tijuca




A KLM Royal Dutch Airlines tradicionalmente dá nomes de sítios do patrimônio mundial e reservas naturais à suas aeronaves. Como exemplo no passado, estão as Cataratas do Iguaçu e Monte Kilimanjaro.

A grande novidade é o 24º Boeing 777 ,  matrícula PH- BVN nomeado " Parque Nacional da Tijuca ".  Este importante parque nacional, essencialmente urbano,  é uma das áreas federais que compõe o Mosaico Carioca de Áreas Protegidas. 


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

I ENCONTRO PARA O DIÁLOGO ENTRE COMUNIDADES AGRÍCOLAS E TRADICIONAIS E PARQUES DO MOSAICO CARIOCA




O Mosaico Carioca de Áreas Protegidas realizou no último dia 08 de dezembro de 2014, o “1° Encontro para o Diálogo entre Comunidades Agrícolas e Tradicionais e Parques do Mosaico Carioca”.

É com orgulho que abrimos mais um canal de diálogo com os atores sociais que compõem as Unidades de Conservação do Mosaico Carioca e disponiblilizamos o relatório final do evento, com a certeza que é apenas o primeiro de muitos outros.










Link: Relaório Final do I Encontro para o diálogo entre comunidades agrícolas e tradicionais e Parques do Mosaico Carioca

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Parque Estadual do Mendanha realiza Cadastro Ambiental Rural

Trabalho primoroso realizado pelo Parque Estadual do Mendanha / PEM. Trata-se do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. 


O Parque está na segunda etapa de cadastramentos, além de entregar os cadastros feitos anteriormente aos agricultores.

Nessa etapa o trabalho foi na própria sede da EMATER - Rio (Campo Grande) e segundo o gestor da Unidade e do Mosaico Carioca, Carlos Dário, muito produtivo.





terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Regulamentação da profissão de guarda-parque está no Congresso

Foto: Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro



Embora sejam trabalhadores essenciais para o funcionamento das unidades de conservação, até hoje a profissão de guarda-parques não foi regulamentada no Brasil. Foi pensando nessa lacuna que um grupo de guardas parques montou por si próprio uma proposta de lei, que chegou ao Congresso e já tramita há 10 meses.

Trata-se do Projeto de Lei 7276/2014, que regulamenta a profissão de guardas parques. Essa história começou com conversas entre membros da Associação Brasileira de Guardas Parques (ABG), criada em 2012 e com sede em Brasília.

Luciano Menezes, guarda parque que trabalha na Secretaria de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul teve a ideia de fazer a minuta inicial do projeto. A partir daí, o esforço foi coletivo. Colegas acrescentaram sugestões e fizeram criticas. Menezes organizou as ideias e preparou a proposta.

Com a proposta na mão, representantes da ABG foram à Câmara dos Deputados atrás de apoio. Ele veio do deputado Marco Maia (PT-RS), que enviou a proposta para ser analisada pela assessoria jurídica da casa. Após revisão e adequação de linguagem e um reexame pela equipe jurídica do gabinete do deputado, a iniciativa virou projeto de lei e foi finalmente apresentada por Maia no dia 19 de março de 2014.

“[...] Fizemos um projeto de lei que fosse mais abrangente possível, para que públicos ou privados ou até mesmo os autônomos pudessem ser contemplados de alguma forma pela regulamentação”, diz Menezes.

Abrangência

Pelo projeto, poderão atuar como guardas parques profissionais aqueles que tenham no mínimo ensino médio completo e/ou curso técnico na área. Caso vire lei, as normas valerão para todos o guardas parques, não importa se trabalhem no setor público ou privado.

A carreira do guarda parque será organizada em quatro níveis: profissional de campo, líder técnico, superior e sênior. Para os dois primeiros níveis, será exigido nível técnico, enquanto para os dois últimos, nível superior de formação. A progressão entre os níveis será recompensada com acréscimos na remuneração. Do primeiro para o segundo padrão, o profissional receberá 50% de aumento sobre o salário básico; do segundo para o terceiro, o aumento será de 75%; quando chegar ao último patamar, terá direito a 100% a mais.

O projeto tem 23 artigos e reconhece o direito a adicional de periculosidade de 30% sobre o salário nominal de profissionais que realizam atividades de risco à integridade física do trabalhador.

A proposta será examinada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.  Feito isso, não haverá votação no plenário da Câmara.

“Esperamos que a regulamentação da profissão promova e incentive a criação de mais vagas para guardas parques em todo território nacional. E que os trabalhadores consigam condições mínimas de trabalho para cumprir seu papel de proteger os recursos naturais e arqueológicos das nossas unidades de conservação”, diz Luciano Menezes.

Texto: http://www.oeco.org.br/noticias/28872-regulamentacao-da-profissao-de-guarda-parque-esta-no-congresso